Dia da Mulher – Conversa Aberta

Esse blog aqui é voltado principalmente para o público feminino, então nesse dia queríamos trazer uma conversa e não uma dica de beleza, já que mulher é muitooo mais que isso. Reunimos textos das mulheres/mães aqui do Beleza e suas visões da mulher de hoje, da luta pelo feminismo (=igualdade), com um plus de links e algumas imagens para refletir. Que esse papo seja lido por homens e mulheres … Bora?!

Feminismo_

A esquerda imagem de uma matéria da Istoé de 2016, no centro imagem linda do Pinterest e a direita imagem retirada de um post bem legal de cavalheirismo aos olhos de um homem.


Reflexões da Rosalva (mulher, nascida em 1959, profissional independente, mãe da Liana e da Luana, maedrasta da Amanda, Nina e João, aprendiz de vó da Cecília, mais um monte de coisa ou coisa nenhuma) sobre mulheres em sua luta por igualdade:

Mulher, ser capaz de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Ser mulher é ser mãe, dona de casa, trabalhar fora para dividir as despesas da casa e ter que encontrar tempo para lutar pelos seus direitos. Mesmo com toda essa luta, ainda gosto de ser do sexo feminino. Sempre foi assim e vai continuar sendo. Nossos deveres sempre foram os mesmos, as mudanças foram nos direitos. Dia 08/03 foi escolhido para homenagear as mulheres do mundo todo, embora todos os dias eu me sinta especial. Temos ainda muita luta pela frente, as mudanças aparentemente são pequenas, mas imensamente importantes. Como poder nascer do sexo feminino, com direito de ser ou não uma mulher, ser ou não mãe, ser ou não dona de casa ou ser tudo isso sem ter que dar satisfação para sociedade. É ter liberdade e compromisso, minha avó passou por isso, minha mãe passou por, eu passo e minhas filhas e netas também, faz parte do mundo da mulher. Elas (as próximas gerações) provavelmente terão questões diferentes para reivindicar, mas mesmo assim serão muitas. Sempre terá alguma questão para ser resolvida. Os homens (e muitas mulheres!) estão melhorando bastante o comportamento machista, mas ainda há muito para melhorar. O respeito por nós mulheres ainda não faz parte de alguns homens, são anos de machismo, leva tempo para mudar. Enfim. Mulheres, vamos nos respeitar. Homens e mulheres são diferentes em tudo, porém temos direitos iguais.


Reflexões da Liana (mulher, nascida em 1984, funcionária de empresa privada, aprendiz de mãe da Cecília, mais um monte de coisa ou coisa nenhuma) sobre a criação da filha que  vem aí:

Eu não acho que vá ser difícil criar uma menina, acho que deve ser difícil criar gente. Gente que cresça para ser gentil, para respeitar. Uma menina agora (falando aqui de Brasil, ou melhor, de uma parte dele) vai chegar numa geração que já grita, que reclama do que incomoda buscando ser tratada com igual, que se faz ser respeitada, mas que ainda tem muito o que gritar. Vencer “culturas” enraizadas é difícil, uma batalha longa. A mesma batalha que deve ser criar meninos, ao lado daquele tio que faz piadas machistas ou do pai mesmo que ensina que é bonito ter atitudes de “macho”. A criança vai crescendo achando normal e até engraçado ou grandioso ser “macho”, ao invés de ser gente. Olha que tô focando aqui nas nossas batalhas do dia a dia, por que medos maiores infelizmente estão por aí, talvez até vindo da mesma raiz das atitudes aparentemente pequenas. Algumas atitudes feministas ainda são interpretadas como exageros ou mimimis, mas elas são respostas, não são gritos do nada, ainda estamos longe da igualdade de gêneros. Os gritos que podem parecer exagero costumam sair é das mais corajosas, preocupadas com um coletivo, e são o que move a discussão, a mudança.

No meu momento atual (gestante) tenho refletido um bocado sobre a desigualdade no mercado de trabalho. A mulher, daquele mesmo modelo que pari os homens e as mulheres que estão sentandos em suas mesas de chefe, ainda é olhada torto (ou diretamente preterida mesmo) em processos de seleção se está em idade fértil, ainda deixa de ganhar promoções ou reconhecimento profissional por um período que possa vir a se ausentar em breve, ainda tem que optar entre um “atraso na carreira” se vai engravidar. E se parar para pensar matematicamente até dá para enxergar o lado da empresa (olha a raiz machista aí), mas tem que lembrar que o funcionário é muito mais que isso, um número ou alguns meses fora. Outro ponto sobre licença maternidade e igualdade é questionar a licença paternidade de poucos dias. Por que? E o dever do pai de cuidar? E o direito do pai de estar presente? E o direito da criança de ser cuidado? Ainda temos tantos passos para evoluir… 

Que a minha menina possa ser princesa ou astronauta, usar o cabelo enrolado ou liso, cor de rosa ou preto, que seja criança, que possa ser livre, que seja respeitada e, também, que saiba impor respeito (pois ainda precisamos). 


Para ilustrar o que é coisa de mulher, espia o trabalho lindo da Raquel Vitorelo:

 

Entre as reflexões que circulam pela internet, gostei bem dessa aqui:
https://www.sabiaspalavras.com/a-incrivel-geracao-de-mulheres-que-foi-criada-para-ser-tudo-o-que-um-homem-nao-quer-2/

Já explicando um pouco sobre feminismo de forma bem simples (didática), gostei desse vídeo do YouTube 

E vocês? Sentem algum reflexo da desigualdade? Acham importante ter um dia para lembrar de lutas femininas? Entendem e discutem o feminismo por aí?

Feliz dia da mulher a todos nós!

 

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